A festa do Feriado




Passos dados na sala vazia, 
Pintavam de som tudo à volta.
Quem trazia era quem bebia,
Quem não bebia ficava à porta.

Horas marcadas propositadamente
Para horas adiantadas à ocasião.
E sonhos e cheiros de adolescente
Escapando de carros estacionados em contramão.

Fomos donos de mais uma rua.
Mais um chão para nós mundo.
Foste dela, ela foi tua,
Quando infinitos cabiam num segundo.

A festa do Feriado.
Uma desculpa esfarrapada
Para brindar ao mau-olhado,
Para perder menos do que nada.

A noite roda com estrelas
Que o dia decidiu abandonar.
As nuvens no céu, nem vê-las,
E o vento decidiu abrandar.

A última vez não tinha sido assim.
O perfeito nunca se aproximou desta maneira.
Mais depressa caíam tempestades em cima de mim,
Do que sonhos leves de mais uma sexta-feira.

E beijá-la soube a coca-cola,
E vê-la sorrir foi tão bom.
Cortei-lhe a garganta com uma mola
E os gritos foram abafados pelo som.

O sangue escorria sem parar,
O vermelho preenchia a garagem.
Os olhos brilhavam já só por brilhar,
Tudo convergia numa miragem.

Desculpem, cansei-me na sexta estrofe :)











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